And I’m starting to think you don’t care anymore.
“Pare de se importar!”
Esse deveria ser o meu mantra, deveria ser a minha primeira frase ao acordar, a última frase a ler antes de dormir. Não por motivos óbvios, até pq não tenho grandes amores, talvez tenha tido um, mas o amor acabou morrendo prematuramente, assim como a história e a pessoa. Eu falo de não me importar mais com quem não se importa comigo.
As vezes a internet te dar a falsa sensação de ser próxima de alguém, ou talvez também te dê a sensação contrária, não sei como é com vocês, sei como é comigo, e a parte ruim que tudo isso me leva a sentir. Eu me importo demais, eu amo demais, eu espero demais. Tudo é demais, e muitas vezes as pessoas não prometem isso, as vezes a gente só espera, pelo simples fato de querer que aquilo aconteça.
Mas quando não recebe, dói, machuca… E eu acabo me perguntando o que eu fiz de errado, sim, pq eu me culpo, pq eu acho que sou a pior pessoa do mundo numa situação dessas. Ser esquecida é quase a mesma coisa de estar sozinha, só piora pelo fato de que se vc foi esquecida, em tese é pq tinha alguém ali antes… Crazy, né?
Grau de importância que você dá a uma pessoa é proporcional ao grau de importância que você deixa de dar a si mesmo. A partir do momento em que você espera algo de alguém, você está colocando a sua conta em risco. NÃO ESPERE, NÃO SE IMPORTE, NÃO AME DEMAIS.
Ame você antes de tudo, e não esqueça disso, não esqueça de você, não se deixe levar pelo carinho, nem todo mundo é como você, e principalmente, nem todo carinho é recíproco.
Quando você decide que a vida precisa mudar, e você ganha a oportunidade de começar com essa mudança tudo parece lindo, as coisas começam a se encaixar, até que a sua mente começa a trabalhar contra você.
O medo te consome de uma maneira torpe, tudo passa pela sua cabeça, a necessidade de aceitação consigo mesma, a necessidade de ter algum suporte com a nova vida, a necessidade de apoio e de aprovação. APROVAÇÃO, essa é a palavra chave para o meus surtos, minhas dores, minha mente insana.
Essa necessidade equivocada de querer ser aceita, de mendigar carinho, de pedir atenção é algo surreal, se existe uma coisa que eu adoraria retirar da minha vida seria esse defeito, esse terror que a minha mente insiste em trabalhar.
É uma vida nova que vem por aí, é uma vida diferente que está chegando, mas eu venho me escondendo, me excluindo, desejando ficar escondida, querendo ser resgatada, querendo atenção… E eu poderia tá com tudo isso diferente, com a mente mais tranquila, com o pensamento mais focado, mas consigo torrar a minha cabeça com tudo que não presta, com tudo que não se deve, com tudo que não vai melhorar em nada a minha vida.
Pura insanidade, mente que fica imaginando mil coisas, antes mesmo de concluir. Talvez seja mal de geminiana, talvez seja mal da minha cabeça… Mas hoje, eu só queria que a cabeça ficasse no lugar, pelo menos hoje, que ela ficasse calma, que ela parasse um pouco e me fizesse ver que nem tudo é assim. Só hoje… Só hoje.
Hoje é meu aniversário, e sabe aquele momento em que você para e pensa, o que foi que eu fiz até agora? O que foi que eu construí? Quem eu agreguei na minha vida? Quem passou e não voltou mais… E por aí vai. Acho que é o momento de nostalgia ou até de busca de identidade!
Lembram daquele outro texto? Onde eu me tornava a vilã da minha própria vida? Então, dae que eu começo a agir de novo como vilã, começo a sofrer por querer algo que eu não vou ter, por cobrar algo que não me prometeram.
E amizade não é isso, carinho não se pede, se recebe!
E eu recebi, recebi das pessoas mais importantes da minha vida, e quanto ao que eu espero? Não posso contar o que é, mas acho que até tenho o direito de ficar triste por não ganhar isso…. Mas nunca me prometeram nada, ou seja, eu esperei demais (outro grande defeito meu).
Mas é isso… É hoje, um aniversário de uma mudança. Talvez meu ultimo aniversário aqui…
E é isso… Um dia de cada vez! Uma vida de cada vez e menos sofrimentos de uma vez!
Sabe aquelas histórias que tem tudo pra ter um final feliz? Tipo, bem legal, interessante, como todos os seus amigos felizes e contentes? Pois bem… Isso nunca acontece na vida real. Talvez na minha não aconteça, não sei na de vocês, né?
Sou a eterna vilã da minha vida, perco pessoas como perco minhas bijuterias, não por descuido, apenas por querer atitudes e vitimizar algumas circunstâncias! Sou dessas que choro copiosamente por um amigo, e não deixo cair uma lágrima por uma namorado.
De acordo com a minha psicóloga “Eu crio laços tão fortes com os amigos, e acabo sufocando a todos, com o meu jeito super protetor de ser”. E algumas pessoas concordam com essa afirmação, talvez seja por isso que eu perca as pessoas que eu mais gosto…E não é perder no sentido ‘fatal’ da coisa, e sim que elas se vão… Se afastam, e acabam se tornando estranhos, pessoas que passaram pela minha vida, e que agora não fazem mais parte dela.
E tudo é minha culpa, a minha eterna proteção demasiada, o meu jeito invasivo de ser, uma tentativa frustrada de parecer legal e despreocupada, que não passa de uma carcaça boba e infantil. Triste, eu diria… Mas real.
Eu nunca fui nada além do que eu possa ser, nunca peguei coisas pra mim além do que poderia viver, e quando eu vejo que estou subindo demais, sempre faço questão de me por pra baixo.
- O meu maior desafio?
É tentar ser mais do que eu mesma ache que eu possa ser.
- O meu maior medo?
Fica sozinha. Perder todo mundo que eu gosto.
- Meu maior defeito?
Ter tanto medo de ficar sozinha, a ponto de sufocar aqueles que eu amo e até manipulá-los para ficarem ao meu lado.
- Minha maior virtude?
Ter as melhores pessoas do mundo na minha vida e procurar saber e aprender com elas sempre que possível.
- O que eu mais queria?
Saber viver.
(Source: a-girl-lonely-and-dreamer)
Tem horas que a gente precisa fugir, não é ser covarde, fugir não é covardia é apenas um meio de sofrer menos, uma forma de se resguardar do que possa aparecer. Mas fugir não é esquecer, nem de longe.
Amar, viver, fugir, esquecer… Deixar ir. Coisas que podem estar juntas numa mesma história. Não é pq eu fugi que deixei de te amar, não é pq eu comecei a viver uma história que eu não esteja fugindo de mim mesma… Esquecer pode parecer até fora do contexto, mas as vezes nós esquecemos do que vivemos pra viver uma nova história…
Esses dias, conversando com uma amiga, percebi que a fragilidade de alguém depende da consciência dessa pessoa, se ela se propõe a isso, então ela vai se tornar frágil, pequena e inferior… Mas se ela consegue impor o seu amor próprio acima do amor a outra pessoa, a fragilidade diminui, o peso é menor…
Mas o que fragilidade tem a ver com fugir? As vezes é por um lapso temporal, um momento de fraqueza que as pessoas fogem daquilo que as ameaçam, daquilo que as tiram da sua zona de conforto, de segurança… Mas é errado fugir? É errado se esconder?
Ser frágil é uma condição que cada um impõe a si, fugir é uma atitude que você toma para não deixar que a fragilidade te oprima e te manipule.
Sei lá se fiz sentido, sou frágil até certo ponto, sou movida a desafios até certo ponto… Sou eu, até esse momento.